5# It must be Love | Como o Johnny apareceu na minha vida parte II

4/05/2017



 Parte I

A partir do momento em que trocámos números de telemóvel, nunca mais nos largámos.
Correção. A partir do momento em que toda eu uma oferecida de primeira e descaradamente lhe dou o meu número de telemóvel, nunca mais nos largámos.
Ficamos a trocar mensagens horas a fio, tínhamos sempre tema de conversa. Até que, dois dias depois o Johnny convida-me para irmos passear a Cascais, com o objetivo de nos conhecermos pessoalmente.

Aí, fiquei mais retraída porque nunca tinha pensado no assunto, conhecer alguém às cegas? E se não for a pessoa que eu idealizo? Pior, e se for um esquema qualquer manhoso para me fazerem mal?
Nunca tinha ido a um encontro desse género: conhecer alguém online e depois encontrar-me com essa pessoa. Para mim, era estranho, muito estranho!
Decidi correr o risco.

- Queres que te vá buscar? Juro que não me custa nada.
- Pois, olha estive a pensar melhor e decidi que é melhor não ir ter contigo (tentei fazer a voz mais séria).
- (Gaguejos) Mas..mas... porquê?
- Porque eu não sei quem tu és, imagina que és um assassino ou um raptor? Como é? 
- Estás a gozar, certo? (soava a pânico), mas eu sou aquela pessoa com quem falas, a única diferença é que me vais ver ao vivo e a cores.
- Relaxa, estava a brincar, vou arrancar agora de casa, até já.
- UFA! Que susto me pregaste hein...

Pedi o carro emprestado à minha mãe, disse-lhe que tinha de ir fazer umas coisas para a Associação de Estudantes da Faculdade e lá mo cedeu.
Na altura, eu não tinha hábito ir para Cascais e muito menos tinha ido sozinha, por isso estacionei o carro no Jumbo e lá fui eu.
Eu não tinha uma ideia muito especifica dele fisicamente, porque as fotografias que ele tinha no Facebook, eram mínimas, ou com óculos de sol, ou em perspetivas pouco esclarecedoras. Por isso, não sabia o que me ia calhar na rifa.

Caminhei para o sitio combinado: o largo onde está um Carrossel.
Do outro lado da rua, conseguia vê-lo mas ele não me via a mim. Estava com óculos de sol, calções azuis escuros, uma camisa azul descontraída e uns ténis pretos. Lembro-me bem. Tinha as mãos nos bolsos e tremia de uma perna. Sorri por saber que estava nervoso e que parecia uma pessoa perfeitamente normal.
Atravessei a passadeira, passei por ele discretamente para o ver melhor e não me viu.Até que me viro para trás para ir ao encontro dele e ele sorri para mim e eu retribuo.
Ele tira os óculos e deu-me um baque no coração. Senti que o conhecia de algum lado, mas não sabia de onde. De bicos de pés dei-lhe dois beijinhos.
Levou-me ao Santini, eu pedi côco e framboesa e ele côco e manga, claro que ele insistiu para pagar.
Sentamo-nos num banquinho e lá ficámos por umas 5 curtas horas, a apaixonarmo-nos um pelo outro, desde o primeiro olhar.
Levou-me até ao carro e não nos queríamos largar, com sorrisos parvos estampados no rosto.

Ainda hoje, quando vamos a Cascais, no Verão, comemos um gelado e ficamos sentados no que vai ser sempre o nosso banquinho.

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11 comentários

  1. que amor! Eu vivo em Cascais e passo mil vezes por esse sitio com o carrossel! x

    E. ♥ Meet me for Breakfast

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  2. Que fixe... É possível conhecer pessoas boas na internet :D

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  3. Ás vezes arriscar é o melhor. História linda <3
    _________________________
    All The way is an adventure
    Jess & Rose Blog | Instagram | Youtube

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  4. Oh que amor =D Fiquei com um sorrisinho a ler, gosto tanto de histórias felizes =)

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  5. Já conheci tanta gente através do blog e, há 20 anos, através do Mirc. Pessoas que ainda hoje são minhas amigas! Muito bonita a tua história.

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  6. Que bonita história de amor :)
    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  7. Oh que bonito!!!! *.*

    https://jusajublog.blogspot.pt/

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